A escala parece classe de torneio: 1 é melhor que 5. Então um jogador IDT 2,40 tende a ser mais forte que um IDT 4,70.
O número não nasce de auto-declaração. Ele nasce do caminho: quem você enfrentou, de quem essas pessoas ganharam, como foram os placares e em que tipo de torneio isso aconteceu.
O IDT foi criado por Rafael D'Arrigo.
Na prática: quanto menor o número, mais forte o jogador.
Ganhar de jogador forte melhora mais. Perder para jogador forte machuca menos.
O sistema lê set a set e também os games. Um 6/1 6/2 passa sinal diferente de um 7/6 7/5; 2x0 também não é 2x1.
Final, semifinal, aberto, interno e academia entram com pesos diferentes.
Com poucos jogos, o número aparece mais conservador. Com mais histórico, ele firma.
Você vence alguém que já ganhou de jogadores fortes. O sistema entende que seu nível provavelmente estava subestimado.
Você perde apertado para alguém bem acima. Isso é sinal útil: mostra que você competiu, não que virou jogador fraco.
Um jogador com três partidas pode parecer fortíssimo. Mas três partidas ainda é pouco. Por isso o IDT também carrega uma medida de incerteza.
Quando a base é pequena, o número exibido é mais conservador. Conforme o jogador enfrenta mais gente, o sistema fica mais confiante e o IDT fica menos provisório.
Quando isso acontece, o número aparece com ± na frente — ±3,18 em vez de 3,18. É o jeito do sistema avisar: já tem uma boa pista do nível, mas a base de jogos ainda é fina e o número pode mexer bastante quando vier mais histórico.
No teste com jogos futuros, usando só informação anterior, o IDT acertou o vencedor em cerca de 77,9% dos jogos em que tinha histórico dos dois jogadores.
Isso não quer dizer que o favorito sempre ganha. Tênis tem dia ruim, estilo que encaixa mal, vento, nervosismo e tie-break. O IDT não promete prever cada partida. Ele tenta ordenar nível de forma mais justa que ranking interno, panelinha ou “eu acho que fulano é 3ª”.
Você talvez já conheça o UTR (Universal Tennis Rating) e o WTN (World Tennis Number, da ITF). São sistemas globais e sérios — o IDT não tenta substituir o que eles fazem bem. Mas vale entender onde as três réguas se encontram, e onde elas se separam.
O WTN roda em Glicko-2 — o mesmo motor probabilístico do IDT, no qual o desvio de rating (RD) vira o “nível de confiança”. O UTR é um Elo modificado: a nota é a média móvel ponderada das suas ~30 partidas mais recentes em 12 meses, e cada jogo pesa pela diferença de rating e pelo percentual de games vencidos. Os três leem o placar, não apenas o ganhou-ou-perdeu. Se a diferença fosse só o algoritmo, não haveria por que o IDT existir.
| IDT | UTR | WTN | |
|---|---|---|---|
| Escala | 1 – 5,99 · menor é melhor | 1 – 16,5 · maior é melhor | 40 – 1 · menor é melhor |
| Motor | Glicko-2 + margem assimétrica | Elo modificado · média móvel | Glicko-2 |
| Lê o placar | Set a set, e games | % de games vencidos | Set a set |
| Incerteza explícita | Sim — exibe ± (RD) | Não — “projetado / confiável” | Sim — confidence level (RD) |
| De onde vêm os jogos | Torneios amadores BR, na fonte | Eventos sancionados / UTR | Só federações filiadas |
| Calibra entre ilhas | Sim — offset espectral por comunidade | Não — depende de grafo conectado | Não — depende de grafo conectado |
| Acesso | Grátis, método aberto | Freemium (recursos por assinatura) | Grátis, via federação |
| Foco | Tênis amador brasileiro | Global · amador a pro | Global · todas as idades |
UTR e WTN são marcas de seus respectivos donos. Comparação baseada na documentação pública de cada sistema (jun/2026).
Não é que o Glicko-2 do IDT vença o Glicko-2 do WTN como fórmula — é o mesmo motor. A diferença é o combustível. Um motor de rating só é tão bom quanto o grafo de partidas que recebe, e no Brasil amador esse grafo quase inteiro fica fora dos canais oficiais que alimentam o WTN.
Para o amador brasileiro típico, o WTN não tem número — ou tem um com pouquíssimos jogos sancionados: RD alto, baixa confiança. O IDT lê os torneios onde essa gente joga de verdade, com histórico denso e número usável.
Mesmo onde o WTN tem dado do Brasil, é a parte mais fragmentada do grafo global. Glicko-2 sozinho não reconcilia ilhas desconectadas; o IDT acrescenta a camada espectral que falta.
A escala 40→1 do WTN vai do iniciante ao nº 1 do mundo. O amador brasileiro inteiro se espreme numa faixa estreita — a 1–5,99 do IDT abre resolução onde esses jogadores realmente vivem.
O acerto de 77,9% em jogos futuros (§04) é medido justamente nessa população — que o WTN, em larga medida, nem enxerga. Não é que o algoritmo do IDT seja “melhor”: é o mesmo motor, com os jogos certos e calibrado entre as bolhas. Para o tênis amador brasileiro, é a diferença entre ter um número e não ter nenhum.
Não é “mais um número de tênis”. É uma peça que não existia.
Estimar a força de um jogador pelos resultados é problema resolvido — Glicko, Elo, e o próprio WTN sabem fazer. Esse é o pedaço fácil, e ele é commodity. O que ninguém tinha feito é o resto: enxergar o tênis amador brasileiro como ele realmente é — um arquipélago de clubes e regiões que quase nunca se cruzam — e reconciliar todas essas ilhas numa régua só, com uma matemática de grafos que nem o UTR nem o WTN aplicam. Some a isso ler os jogos que de fato acontecem (e que os números globais nem enxergam): o resultado é inédito — o primeiro rating que significa a mesma coisa de Pelotas a Recife.
Visitante forte não cai como se fosse desconhecido. Jogador novo não entra inflado só porque declarou classe alta.
Você encontra gente do seu nível fora dos mesmos cinco parceiros de sempre.
O H2H guarda placar, data e torneio de quem já se enfrentou. A história para de virar fumaça.
Visto de cima, o tênis amador brasileiro não é um único campo — é um arquipélago. Modele cada partida como uma aresta e cada jogador como um vértice: emerge um grafo esparso e fragmentado, no qual comunidades inteiras — clubes, regiões, academias fechadas — formam ilhas densas que mal se tocam. O Glicko-2 mede com rigor a força latente dentro de cada ilha; mas a régua de uma ilha não é, a priori, a régua da outra. Reconciliá-las é um problema de outra natureza — e o tratamos como tal.
A topologia do grafo de confrontos: componentes densos por dentro, pontes esparsas (tracejado) entre eles. Essas raras arestas inter-comunidade carregam toda a informação de escala.
Atribuímos a cada comunidade c um deslocamento de escala Cc e o determinamos minimizando um funcional quadrático sobre todas as pontes:
Cada ponte e, entre as comunidades i e j, é uma observação: o resíduo re = (observado − esperado) em escala Glicko, ponderado pela evidência we (volume de confrontos, precisão dos ratings). O termo λ‖C‖² é a regularização de Tikhonov — a prudência que mantém os deslocamentos proporcionais à evidência e ancora em zero as ilhas órfãs.
Anular ∂J/∂C = 0 conduz a um sistema linear esparso, simétrico e positivo-definido:
onde L é o Laplaciano ponderado do grafo de comunidades — a mesma estrutura que rege a difusão de calor, as redes de resistores e a equação de Poisson discreta. Resolvemos por gradientes conjugados. As comunidades são os nós; as pontes, condutâncias; os deslocamentos Cc, potenciais que se acomodam até a rede inteira atingir equilíbrio.
O sistema em equilíbrio: cada ponte é uma mola de rigidez we e repouso re. Comunidade bem conectada vira âncora (0); a inflada desce (−); a subvalorizada sobe (+). Mínimo de energia, não hierarquia.
É a mesma linhagem dos ratings de Massey e do HodgeRank: decompõe-se o campo de resíduos numa parte gradiente (consistente, que retemos) e numa parte rotacional (as inconsistências do tipo A>B>C>A, descartadas como ruído). Daí três virtudes:
O produto é o IDT calibrado — Ri + Cc: a força latente do Glicko somada ao deslocamento espectral da sua comunidade. Um número que, enfim, significa o mesmo de Pelotas a Recife — resolvido sobre ~48 mil jogadores e centenas de comunidades a cada recálculo. O mapa completo das ilhas está no estudo aprofundado →
Não achou seu nome? O idtenis ainda está expandindo as fontes. Se seu clube usa outra plataforma, fale com a gente em contato@idtenis.com.br.